ÁREA DO ASSOCIADO

12/04/2016

A BOA NOTÍCIA DA INFLAÇÃO



  De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é considerado a medida oficial da inflação, avançou 0,43% em março, frente ao aumento de 0,9%, registrado em fevereiro, aprofundando a desaceleração iniciada no começo do ano.
  Assim, o índice em termos anualizados (em 12 meses) continuou mostrando arrefecimento, alcançando a 9,39% (Tabela 1), o menor nível desde junho de 2015, porém ainda muito superior ao limite máximo de tolerância da meta anual de inflação (6,5%).
  Essa tendência de desaceleração da inflação mensal ocorre tanto para os preços livres como para aqueles administrados pelo governo (energia, transporte, telefonia, combustíveis, entre outros), que, inclusive, apresentaram variação negativa (deflação), tal como pode ser apreciado no Gráfico 1. No caso dos primeiros, a menor alta reflete a forte queda do consumo, em decorrência da intensa recessão sofrida pelo país, que, inclusive, no caso dos serviços está inibindo o repasse dos aumentos de custos.

Os alimentos continuaram sendo os “vilões” da inflação, avançando de fevereiro a março de 1,06% para 1,24%, com destaque para o aumento dos preços das frutas (8,91%), contribuindo para explicar 74% da alta do IPCA como um todo, devido a seu elevado peso no orçamento familiar. No sentido oposto, o maior impacto negativo veio da energia elétrica, cujas tarifas diminuíram 3,41%, além das passagens aéreas, com queda de 10,85%.

  Por sua vez, no caso do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), houve desaceleração mais intensa, ao passar de uma alta de 0,79% em fevereiro para um avanço de 0,43% em março, gerando menor elevação do índice anualizado (acumulado em 12 meses), que passou de 11,93% para 11,07% durante o mesmo período.
  Essa menor elevação também foi causada pela queda da atividade econômica, além da descompressão dos preços das matérias primas agrícolas e industriais, ocasionada pela importante redução da taxa de câmbio, fazendo atenuar o avanço em 12 meses do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), principal componente do IGP-DI, que entre fevereiro e março recuou de 13,35% para 12,38%, respectivamente.
  Em síntese, a inflação, seja medida pelo IPCA ou por um índice mais abrangente como o IGP-DI está desacelerando de forma importante, devido tanto aos efeitos da recessão como pelo recuo do câmbio, em linha com as expectativas de mercado. Espera-se que esse movimento

Fonte: ACSP

tags: Inflação, redução



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