ÁREA DO ASSOCIADO

12/07/2016

INFLAÇÃO RETOMA TENDÊNCIA DE QUEDA EM JUNHO



O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que é considerado a medida oficial da inflação, mostrou alta de 0,35% em junho, frente a 0,78% registrado em maio, retomando a tendência de queda anteriormente observada.


No acumulado em 12 meses, a inflação também apresentou desaceleração, ao recuar, entre maio e junho, de 9,3% para 8,8%, respectivamente (Tabela 1), embora mantendo-se ainda muito acima do limite máximo de tolerância da meta anual de inflação (6,5%).

Pesaram no mês os aumentos dos preços do feijão e do leite, que corresponderam a 41,78% e 10,16%, respectivamente, alcançando em 12 meses a altas muito expressivas (105,26% e 28,42%, respectivamente).

Já no caso do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), outra medida da inflação, divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), houve aceleração, ao passar de uma alta de 1,13% em maio para um avanço de 1,63% em junho, gerando maior elevação do índice anualizado (acumulado em 12 meses), que passou de 11,26% para 12,32%, respectivamente, durante o mesmo período.


Essa maior elevação também foi causada principalmente pelo avanço do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), principal componente do IGP-DI, que refletiu os efeitos da intensificação do aumento dos preços das matérias primas agrícolas (IPA AGRO), que só em junho correspondeu a 5,58%, chegando no ano a 16,93% e em 12 meses a 31,32%, o maior valor desde 2008 (33,65%).


Em síntese, a inflação do ponto de vista do consumidor parece haver retomado a desaceleração observada no começo do ano, porém os aumentos dos preços das matérias primas agrícolas e a quebra de safra, decorrente de condições climáticas desfavoráveis, deverão continuar a pressionar os preços dos alimentos. De qualquer forma, é provável que se mantenha essa desaceleração ao longo do ano, por efeito da recessão e da menor taxa de câmbio. Cabe ao Governo resistir à tentação de elevar o recriar impostos que, fatalmente, serão repassados aos preços finais, tornando a inflação mais resistente.

FONTE:ACSP / Instituto de Economia Gastão Vidigal

tags: economia, inflação, brasil, inflação últimos meses, inflação primeiro semestre



voltar